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klettern
Retorno à escalada! Com minha corda nova, todas as tralhas empacotadas no porta-bagagem da bicicleta, um pouco de Jägermeister ainda no sangue de sábado à noite... lá se vão os 20 km que saparam Ulm de Blaubeuren, uma cidade ao longo do arroio Blau, com um colega de trabalho com a mesma quantidade de Jägermeister no sangue.
O arroio Blau começa em Blaubeuren de uma maneira bem espetacular. A água simplesmente brota do chão em um volume gigantesco (para uma fonte), estupidamente cristalina e azul, em meio a uma caverna de calcário tão profunda e extensa que nunca foi completamente explorada.
O arroio Blau começa em Blaubeuren de uma maneira bem espetacular. A água simplesmente brota do chão em um volume gigantesco (para uma fonte), estupidamente cristalina e azul, em meio a uma caverna de calcário tão profunda e extensa que nunca foi completamente explorada.
As falésias estão por toda parte no Blautal (o vale do rio Blau). Muitas não podem ser escaladas por proteção ao meio ambiente ou ao patrimônio histórico. Em outubro as falésias fecham para a reprodução dos pássaros.
Foram poucas vias, mas já deu pra guiar, pra matar a saudade de cheiro de pedra nas mãos, de joelho ralado, de dedos moídos, mosquitos, e desconhecidos simpáticos e abertos que se encontram embaixo das vias. Como posso não ter escalado por tanto tempo?
Minha mascote de escalada, a marmota Marbel, foi junto.
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ciclismo,
escalada,
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sportif
Por semana:
150km de bike, em média,
2 ou 3 sessões de escalada bouldering indoor,
2km de natação,
1 sessão de slackline (ou 2?),
1 sessão de escalada em Fontainebleau (na medida da disponibilidade),
e 30km de rollerblading (quando dá).
Já faz mais de um mês. Vamos ver até quando aguento, ou se aumento a dose de endorfina.
150km de bike, em média,
2 ou 3 sessões de escalada bouldering indoor,
2km de natação,
1 sessão de slackline (ou 2?),
1 sessão de escalada em Fontainebleau (na medida da disponibilidade),
e 30km de rollerblading (quando dá).
Já faz mais de um mês. Vamos ver até quando aguento, ou se aumento a dose de endorfina.
vélo
Meu novo meio de transporte, que chega com uma bagagem de muita história. Deve ter no mínimo 40 anos já.
Essa magrela de marca Cycles de France Loire vai me acompanhar por no mínimo uns meses, quem sabe uns anos.
Essa magrela de marca Cycles de France Loire vai me acompanhar por no mínimo uns meses, quem sabe uns anos.
portbou cervera
O esquecimento de retirar uma passagem de trem que havia comprado pela internet me rendeu um belo dia.
Quando você compra uma passagem da SNCF (francesa), tem que retirar a passagem em um guichet francês — não tem, por exemplo, como retirá-la na Espanha. Ou ir ao único guichet "internacional" da Espanha, que fica em Madrid, e pagar uma taxa extra.
Minha solução foi a de ir até a fronteira. Mais de 3 horas de trem pinga-pinga em cada sentido. Cheguei em Cervera (Cerbère). A estação é grande (assim como a do lado espanhol, de Portbou) pois é ali que os trens trocam de mercadoria, já que a bitola dos trens na península Ibérica é diferente. Cervera também é um centro de mergulho no mar mediterrâneo.
Em Cervera, depois de devidamente trocada a passagem, decidi voltar a pé pra Espanha, até Portbou. Sob sol de meio dia e a 32°C, entre um banho de mar e outro, me delicio com as paisagens e com a vegetação resistente às secas, incluindo Cedrus libani impressionantes. Na fronteira em si encontro ainda um casal de holandeses de bicicleta... saindo de Paris e a caminho de Portugal.
A trilha é perigosa, chega perto dos penhascos e com pedras soltas. Ao contrário do Brasil, onde muitas vezes se força o turista a pagar um guia nessas situações (ou bem menos perigosas, diga-se de passagem), na Europa a coisa é bem mais liberada mesmo.
A trilha é perigosa, chega perto dos penhascos e com pedras soltas. Ao contrário do Brasil, onde muitas vezes se força o turista a pagar um guia nessas situações (ou bem menos perigosas, diga-se de passagem), na Europa a coisa é bem mais liberada mesmo.
| o mar de Cervera (Cerbère) |
| quando se vê a sombra no fundo do mar... |
| estação de Portbou |
| tickets na mão |
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fixie
Uma fixie (wiki), como é chamada mais comumente nos EUA, é uma bicicleta com uma única marcha, com a roda traseira conectada diretamente ao pedal — o que significa que a roda está sempre em movimento quando a bike está andando. Elas são mais usadas em competições mas é uma verdadeira tendência. Um senso de comunidade exalta dos donos de fixies, e elas não são baratas: custam mais que bicicletas normais, com freios e marchas.
Sem freios e marchas, o design das fixies é realmente bonito e leve. Não há qualquer fio ou catraca, o que a deixa mais simples, minimalista, e o peso não passa de 10kg. Para frear, se bloqueia com as pernas mesmo. E até de ré é possível pedalar.
Legalmente, elas são proibidas em alguns países, pois não possuem freios em ambas rodas (como EUA, Reino Unido, Alemanha, Nova Zelândia, França e Dinamarca). Mas sabe-se que a fiscalização é rara. Ainda assim, muitos sacrificam o design e instalam freios dianteiros para andar na lei.
E esse é meu novo objeto de desejo :-)
Sem freios e marchas, o design das fixies é realmente bonito e leve. Não há qualquer fio ou catraca, o que a deixa mais simples, minimalista, e o peso não passa de 10kg. Para frear, se bloqueia com as pernas mesmo. E até de ré é possível pedalar.
Legalmente, elas são proibidas em alguns países, pois não possuem freios em ambas rodas (como EUA, Reino Unido, Alemanha, Nova Zelândia, França e Dinamarca). Mas sabe-se que a fiscalização é rara. Ainda assim, muitos sacrificam o design e instalam freios dianteiros para andar na lei.
E esse é meu novo objeto de desejo :-)
![]() |
| fixie by ewedistrict, on Flickr |
impunidade?
Ainda é cedo pra saber o que vai acontecer com o imbecil Ricardo Neis, funcionário do Banco Central.
O cara certamente tem um pouco de grana. Chegou na delegacia e prestou depoimento com dois advogados.
E tem um álibi muito bom:
"
Segundo o advogado Luís Fernando Coimbra Albino, Neis alegará legítima defesa dele e de seu filho de 15 anos. O motorista decidiu se apresentar para afirmar que investiu contra os ciclistas após se sentir ameaçado por supostos golpes contra seu Golf preto.
Ao chegar à sede da polícia, o advogado afirmou que, ao se encontrar cercado por bicicletas, Neis tentou "sair para o lado", mas teve os vidros do carona — onde se encontrava o filho — quebrados:
— Para preservar a integridade física dele e do filho, [Neis] tentou sair do local.
Questionado sobre o motivo do abandono do veículo, Albino afirmou que seu cliente estava com medo, pois foi avisado por um parente que estaria sendo perseguido pelos manifestantes.
"
To sentindo uns 2 aninhos de cadeia, no máximo, pra esse covarde.
O cara certamente tem um pouco de grana. Chegou na delegacia e prestou depoimento com dois advogados.
E tem um álibi muito bom:
"
Segundo o advogado Luís Fernando Coimbra Albino, Neis alegará legítima defesa dele e de seu filho de 15 anos. O motorista decidiu se apresentar para afirmar que investiu contra os ciclistas após se sentir ameaçado por supostos golpes contra seu Golf preto.
Ao chegar à sede da polícia, o advogado afirmou que, ao se encontrar cercado por bicicletas, Neis tentou "sair para o lado", mas teve os vidros do carona — onde se encontrava o filho — quebrados:
— Para preservar a integridade física dele e do filho, [Neis] tentou sair do local.
Questionado sobre o motivo do abandono do veículo, Albino afirmou que seu cliente estava com medo, pois foi avisado por um parente que estaria sendo perseguido pelos manifestantes.
"
To sentindo uns 2 aninhos de cadeia, no máximo, pra esse covarde.
revolta
Pedalei durante muitos anos para me transportar enquanto morava em Porto Alegre. Por simples razões: morava muito longe da faculdade pra ir a pé. O trajeto levava 25 minutos caminhando, 20 minutos no tempo total de ônibus, e 7 minutos de bicicleta.
Durante esses anos, nunca me senti seguro no trânsito da capital. Ruas estreitas, ausência de pistas exclusivas de ciclistas e, o pior: motoristas impacientes e facões. Muitos motoristas de lotações mandei para aquele lugar quente e húmido (não é a sauna, claro). As lotações, como são excessivamente largas, não permitem a passagem de ciclistas e carros na mesma pista, atrapalhando muito o trânsito em geral na capital gaúcha.
Enfim, com um trânsito piorando a cada dia, e bici ganha mais corajosos adeptos, e a administração pública continua excluindo seu potencial de melhorar a qualidade de vida na cidade ao investir pouquíssimo em ciclovias, priorizando o automóvel.
Hoje, minha revolta fica como apoio ao movimento Massa Crítica depois do absurdo incidente, em que motorista impaciente tenta assassinar uma multidão de ciclistas.
A vida humana tem valor de formiga aí.
Tem algo errado aí.
Custa esperar uns minutos pra dobrar na esquina e evitar a multidão?
Durante esses anos, nunca me senti seguro no trânsito da capital. Ruas estreitas, ausência de pistas exclusivas de ciclistas e, o pior: motoristas impacientes e facões. Muitos motoristas de lotações mandei para aquele lugar quente e húmido (não é a sauna, claro). As lotações, como são excessivamente largas, não permitem a passagem de ciclistas e carros na mesma pista, atrapalhando muito o trânsito em geral na capital gaúcha.
Enfim, com um trânsito piorando a cada dia, e bici ganha mais corajosos adeptos, e a administração pública continua excluindo seu potencial de melhorar a qualidade de vida na cidade ao investir pouquíssimo em ciclovias, priorizando o automóvel.
Hoje, minha revolta fica como apoio ao movimento Massa Crítica depois do absurdo incidente, em que motorista impaciente tenta assassinar uma multidão de ciclistas.
A vida humana tem valor de formiga aí.
Tem algo errado aí.
Custa esperar uns minutos pra dobrar na esquina e evitar a multidão?
timelapse
Ando bem entusiasmado ultimamente para vídeos. Minha próxima aquisição em máquina fotográfica com certeza terá bons recursos para isso, bem como modo de disparos com intervalo (interval shooting mode)...
Por enquanto, me viro com a Pentax de bolso e a Nikon D40.
Por enquanto, me viro com a Pentax de bolso e a Nikon D40.
Da viagem de bike pelo Uruguai, trouxe milhares de fotos para time-lapse, e o resultado está em meros 3 minutos, embalados por Chicane.
time-lapse bike trip from gustavo dienstmann on Vimeo.
O mesmo vídeo está no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=6_-s3a9iSgc
llegamos!
Dia 10: de Piriápolis a Montevideo, 110km pedalados.
Depois de alguns dias sem postar, continuo o relato da pernada de bike em junho lá no Uruguai.
Na última noite, a chuva incessante deu lugar ao vento. Acordamos cedo pra entrar logo na estrada e chegar em Montevideo antes que nossa visita chegasse por lá.
Seguimos pela beira do mar por um bom trecho, ao invés de voltar direto de Piriápolis para a Ruta Interbalneária. O trecho é muito bonito, com muitas casas bem abastadas de frente ao mar, sem tráfego algum e num ótimo asfalto. Vimos alguns ciclistas, que nos cumprimentavam com muita alegria.
Voltando à Interbalneária, ainda com pouco movimento, acompanhamos um grande grupo de ciclistas por um pequeno trajeto, mas o ritmo deles (com bikes de velocidade, sem peso e com um carro de apoio técnico) era muito grande.
Seguimos muito bem pela estrada, sem vento, mas frio. Paramos pra comer alfajores e tomar café em um posto de gasolina, e foi à base de café e alfajor que chegamos na zona metropolitana de Montevideo. De longe, o aeroporto, planejado pelo uruguaio Rafael Viñoly, muito bonito, e a sensação de que alguém poderia chegar ali em umas 2 horas para aquilo que fizemos em 10 dias é um pouco intrigante.
Acompanhamos a costa do Prata por mais de 10km ao entrar na cidade de Montevideo. Achar o hotel em que tínhamos reserva não foi fácil. Estranho foi ter alguém carregando a bagagem por ti (um pouco suja, diga-se de passagem) pro quarto depois de tantos dias de acampamento... Baita banho. Saímos pra comer um pancho de chorizo. Bem, o resto de dia foi de passear um pouco na cidade, receber nossa convidada Kátia, namorada do Paaschen, comer uma boa pizza no Pizzas del Mondo, tomar uns vinhos do país, uma cerveja Patrícia red ale, e sacar umas fotitas pelo centro... Bem como gente bem normal faz.
Depois de alguns dias sem postar, continuo o relato da pernada de bike em junho lá no Uruguai.
Na última noite, a chuva incessante deu lugar ao vento. Acordamos cedo pra entrar logo na estrada e chegar em Montevideo antes que nossa visita chegasse por lá.
Seguimos pela beira do mar por um bom trecho, ao invés de voltar direto de Piriápolis para a Ruta Interbalneária. O trecho é muito bonito, com muitas casas bem abastadas de frente ao mar, sem tráfego algum e num ótimo asfalto. Vimos alguns ciclistas, que nos cumprimentavam com muita alegria.
Voltando à Interbalneária, ainda com pouco movimento, acompanhamos um grande grupo de ciclistas por um pequeno trajeto, mas o ritmo deles (com bikes de velocidade, sem peso e com um carro de apoio técnico) era muito grande.
Seguimos muito bem pela estrada, sem vento, mas frio. Paramos pra comer alfajores e tomar café em um posto de gasolina, e foi à base de café e alfajor que chegamos na zona metropolitana de Montevideo. De longe, o aeroporto, planejado pelo uruguaio Rafael Viñoly, muito bonito, e a sensação de que alguém poderia chegar ali em umas 2 horas para aquilo que fizemos em 10 dias é um pouco intrigante.
Acompanhamos a costa do Prata por mais de 10km ao entrar na cidade de Montevideo. Achar o hotel em que tínhamos reserva não foi fácil. Estranho foi ter alguém carregando a bagagem por ti (um pouco suja, diga-se de passagem) pro quarto depois de tantos dias de acampamento... Baita banho. Saímos pra comer um pancho de chorizo. Bem, o resto de dia foi de passear um pouco na cidade, receber nossa convidada Kátia, namorada do Paaschen, comer uma boa pizza no Pizzas del Mondo, tomar uns vinhos do país, uma cerveja Patrícia red ale, e sacar umas fotitas pelo centro... Bem como gente bem normal faz.
dia do cão
Dia 9: de Punta Ballena a Piriápolis, 52km
O dia começou muito bem. Em Punta Ballena, no camping, tomamos café e brincamos com os cachorros bem comportados, que não entravam na cabana, por mais que chamássemos. Ficavam ali fora fazendo cara de "vem brincar comigo".
Fomos primeiro conhecer a Casapueblo. Lugar muito bonito, e bastane upscale mesmo... só mansão. Deve ser uns metros quadrados bem caros do país, com empreendimentos luxuosos saindo por todo lado. Nós constrastávamos bastante com os brasileiros que chegavam ali de Audi, Mercedes ou de taxi desde Punta del Este.
Casa Pueblo: arquitetura controversa... nem um pouco do meu gosto.
Paramos num posto pra tomar um café melhorzinho e seguimos estrada, pela Ruta Interbalnearia: entre Punta del Este e Montevideo, a estrada é mais habitada, não íamos ficar tão isolados pelo resto da viagem.
Até que, perto da entrada de Piriápolis, começa a chover. Colocamos os sacos em toda bagagem pra não molhar nada e seguimos, entrando em Piriápolis, onde já planejávamos dormir, porque seguir viagem com chuva gelada é chato... Nos informamos sobre campings e restaurantes no office de turismo e ficamos mais de meia hora, na chuva, procurando um restaurante com uma comida legal a um preço bom. Mal recebidos em alguns restaurantes (que rapidinho perdiam clientes), acabamos comendo bem: um pollo gigantesco, reforçando a proteína escassa da dieta dos últimos dias.
Aí começa a novela do camping... Chovendo forte, ninguém queria montar a barraca e molhar tudo. Depois de muito hablar, hablar e hablar, ficou claro que podíamos ocupar o telhado da churrasqueira. Um grande achado pra se manter seco. Saímos na chuva, de novo, na noite, pra tomar um bom café.
O super camping na chuva:
E assim se dormiu, a chuva diminuindo, e a promessa de talvez abrir o tempo no dia seguinte...
O dia começou muito bem. Em Punta Ballena, no camping, tomamos café e brincamos com os cachorros bem comportados, que não entravam na cabana, por mais que chamássemos. Ficavam ali fora fazendo cara de "vem brincar comigo".
Fomos primeiro conhecer a Casapueblo. Lugar muito bonito, e bastane upscale mesmo... só mansão. Deve ser uns metros quadrados bem caros do país, com empreendimentos luxuosos saindo por todo lado. Nós constrastávamos bastante com os brasileiros que chegavam ali de Audi, Mercedes ou de taxi desde Punta del Este.
Casa Pueblo: arquitetura controversa... nem um pouco do meu gosto.
Paramos num posto pra tomar um café melhorzinho e seguimos estrada, pela Ruta Interbalnearia: entre Punta del Este e Montevideo, a estrada é mais habitada, não íamos ficar tão isolados pelo resto da viagem.
Até que, perto da entrada de Piriápolis, começa a chover. Colocamos os sacos em toda bagagem pra não molhar nada e seguimos, entrando em Piriápolis, onde já planejávamos dormir, porque seguir viagem com chuva gelada é chato... Nos informamos sobre campings e restaurantes no office de turismo e ficamos mais de meia hora, na chuva, procurando um restaurante com uma comida legal a um preço bom. Mal recebidos em alguns restaurantes (que rapidinho perdiam clientes), acabamos comendo bem: um pollo gigantesco, reforçando a proteína escassa da dieta dos últimos dias.
Aí começa a novela do camping... Chovendo forte, ninguém queria montar a barraca e molhar tudo. Depois de muito hablar, hablar e hablar, ficou claro que podíamos ocupar o telhado da churrasqueira. Um grande achado pra se manter seco. Saímos na chuva, de novo, na noite, pra tomar um bom café.
O super camping na chuva:
E assim se dormiu, a chuva diminuindo, e a promessa de talvez abrir o tempo no dia seguinte...
puntas
Continuando então o relato da viagem pelo Uruguai de bike!
Dia 8: do pedágio até Punta Ballena, 90km
A noite do pedágio foi muito, muito fria, não pela temperatura, mas pela umidade. Durante a noite parecia que chovia dentro da barraca, e a minha, não tendo teto duplo, execrava água de todos pontos de costura. Mas bem, sobrevivemos sem hipotermia, o sol e o vento nos ajudaram, e partimos com os pés gelados para a estrada.
Depois de uns 5km, já aquecidos, pausa para trocar radicalmente de roupa: de casaco e manta para bermuda e camiseta curta.
Chegamos em Punta del Este depois de pegar uma leve chuva no caminho, a primeira da viagem. O vento era de matar, mas era mais lateral do que contra. Logo na chegada, famintos, comemos uma pizza nada boa. Conhecemos a cidade, a tal da mão que sai da areia (mais ninguém na praia, é claro). Um momento, chega um taxi ao lado da mão, o casal de brasileiros sai correndo para a mão, tira uma foto, e volta pro taxi.
Vento e mar marrom, não a Punta que eu esperava
Já com fome novamente, depois de vagar pelas belas e ricas ruas de Punta del Este, paramos no tal do Burger King pra encher a barriga, abdicando do risco de pedir uma pizza igualmente ruim num outro restaurante. Zeros à esquerda no futebol, eu e Paaschen nos deparamos com uma grande plateia no Burger, todos assistindo ao primeiro jogo do Uruguai na Copa do Mundo. Tinha até a galera de uma rádio fazendo a narração.
Barriga cheia novamente, rumamos para Punta Ballena. Prevendo um belíssimo por-do-sol no mar, fomos até a Punta mesmo, sem se preocupar com lugar para dormir. Afinal, estávamos de volta à civilização.
E o sol caindo atrás da Casapueblo foi realmente espetacular.
Durante a noite, achar o camping aberto de Punta Ballena não foi muito fácil, mas graças a um bom senso geográfico deu tudo certo. Dormimos numa cabana no camping e jantamos coisas que compramos num mercadinho.
Bom e merecido descanso, pra compensar a noite gélida que tinha sido a passada!
Dia 8: do pedágio até Punta Ballena, 90km
A noite do pedágio foi muito, muito fria, não pela temperatura, mas pela umidade. Durante a noite parecia que chovia dentro da barraca, e a minha, não tendo teto duplo, execrava água de todos pontos de costura. Mas bem, sobrevivemos sem hipotermia, o sol e o vento nos ajudaram, e partimos com os pés gelados para a estrada.
Agora sabe-se porquê o doce de leite uruguaio é bom:
Depois de uns 5km, já aquecidos, pausa para trocar radicalmente de roupa: de casaco e manta para bermuda e camiseta curta.
Chegamos em Punta del Este depois de pegar uma leve chuva no caminho, a primeira da viagem. O vento era de matar, mas era mais lateral do que contra. Logo na chegada, famintos, comemos uma pizza nada boa. Conhecemos a cidade, a tal da mão que sai da areia (mais ninguém na praia, é claro). Um momento, chega um taxi ao lado da mão, o casal de brasileiros sai correndo para a mão, tira uma foto, e volta pro taxi.
Vento e mar marrom, não a Punta que eu esperava
Já com fome novamente, depois de vagar pelas belas e ricas ruas de Punta del Este, paramos no tal do Burger King pra encher a barriga, abdicando do risco de pedir uma pizza igualmente ruim num outro restaurante. Zeros à esquerda no futebol, eu e Paaschen nos deparamos com uma grande plateia no Burger, todos assistindo ao primeiro jogo do Uruguai na Copa do Mundo. Tinha até a galera de uma rádio fazendo a narração.
Barriga cheia novamente, rumamos para Punta Ballena. Prevendo um belíssimo por-do-sol no mar, fomos até a Punta mesmo, sem se preocupar com lugar para dormir. Afinal, estávamos de volta à civilização.
E o sol caindo atrás da Casapueblo foi realmente espetacular.
Durante a noite, achar o camping aberto de Punta Ballena não foi muito fácil, mas graças a um bom senso geográfico deu tudo certo. Dormimos numa cabana no camping e jantamos coisas que compramos num mercadinho.
Bom e merecido descanso, pra compensar a noite gélida que tinha sido a passada!
o dia do pedágio
Dia 7: de Cabo Polônio até um pedágio no caminho entre Rocha e Punta del Este. Rodados 108km.
O dia rendeu bastante. Começou com um amanhecer bonito e preguiçoso, um café da manhã com pão saindo do forno, um arco-íris de despedida de Cabo Polônio. Com o tal caminhão, voltamos pra estrada, e logo nos pusemos no em ação no asfalto.
A estrada estava muito desértica. Passava minutos, quase até uma hora, sem que cruzássemos com um carro. Nada a não ser vacas pastando pela paisagem, e às vezes uma visão de longe do mar azul. O primeiro dia de vento a favor na viagem nos ajudou a avançar rápido.
Entramos em La Pedrera, onde almoçamos o resto da janta do dia anterior.
Seguimos até La Paloma, praia um pouco mais movimentada. Não curtimos muito o local (a não ser a âncora do lado do farol), então decidimos continuar caminho e aproveitar a temperatura agradável e a ausência de vento. Compramos comida para a janta e café, já planejando dormir no meio do nada mesmo. Para nossa surpresa, não tinha como seguir pelo litoral: nosso mapa mostrava uma travessia por uma laguna (Laguna de Rocha), que na verdade não existe. Assim tivemos que retornar até Rocha.
Paaschen no farol da Paloma:
Mais um momento de decisão: dormir em Rocha, onde chegamos ao anoitecer, ou continuar? Pra chegar mais cedo em Punta del Este no dia seguinte, continuamos noite adentro, com o objetivo de chegar no pedágio, onde teríamos água.
E assim fomos, embalados por música, até o pedágio, onde acampamos. Essa seria a noite mais fria da viagem, local com uma umidade imensa. Até pensei que teria geada ao amanhecer.
Pausa para montar as luzes e comer um chocolate:
Resumo do dia:
O dia rendeu bastante. Começou com um amanhecer bonito e preguiçoso, um café da manhã com pão saindo do forno, um arco-íris de despedida de Cabo Polônio. Com o tal caminhão, voltamos pra estrada, e logo nos pusemos no em ação no asfalto.
A estrada estava muito desértica. Passava minutos, quase até uma hora, sem que cruzássemos com um carro. Nada a não ser vacas pastando pela paisagem, e às vezes uma visão de longe do mar azul. O primeiro dia de vento a favor na viagem nos ajudou a avançar rápido.
Entramos em La Pedrera, onde almoçamos o resto da janta do dia anterior.
Seguimos até La Paloma, praia um pouco mais movimentada. Não curtimos muito o local (a não ser a âncora do lado do farol), então decidimos continuar caminho e aproveitar a temperatura agradável e a ausência de vento. Compramos comida para a janta e café, já planejando dormir no meio do nada mesmo. Para nossa surpresa, não tinha como seguir pelo litoral: nosso mapa mostrava uma travessia por uma laguna (Laguna de Rocha), que na verdade não existe. Assim tivemos que retornar até Rocha.
Paaschen no farol da Paloma:
Mais um momento de decisão: dormir em Rocha, onde chegamos ao anoitecer, ou continuar? Pra chegar mais cedo em Punta del Este no dia seguinte, continuamos noite adentro, com o objetivo de chegar no pedágio, onde teríamos água.
E assim fomos, embalados por música, até o pedágio, onde acampamos. Essa seria a noite mais fria da viagem, local com uma umidade imensa. Até pensei que teria geada ao amanhecer.
Pausa para montar as luzes e comer um chocolate:
Resumo do dia:
cabo polonio
Dia 6: de Punta del Diablo para Cabo Polônio, 61km
Pra não perder o costume, mais uma vez vimos um nascer do sol no mar bonito da costa azul uruguaia, logo depois do café da manhã com muito doce de leite (e café passado! ah já estava com muitas saudades).
Não andamos muito, mas a estrada estava vazia e com um ventinho contra até a chegada na entrada de Cabo Polônio. Esse vilarejo não tem acesso por estradas regulares e só é acessível por caminhões com tração nas 4 rodas — que te levam por 7km na areia fofa. Também dá pra chegar caminhando, opção descartada com o peso das bicicletas. Como é inverno e o local estava praticamente vazio (só mais um ou dois turistas e os 40 habitantes locais permanentes), o caminhão nos levou com as bicicletas sem problema algum.
No Cabo Polônio não se pode acampar. Também não tem luz elétrica, água corrente nem estradas. As casas estão dispostas "ao acaso" sobre um gramado verde, sem demarcação de terrenos. O local é muito visitado no verão, quando chega a receber 2 mil turistas por dia. Um reduto de hippies. Não é mais permitido qualquer construção no local.
A experiência de ficar em Cabo Polônio no inverno é única. Nos hospedamos em um hostel de frente pro mar, bastante engenhoso, com água quente, catavento e geladeira, e conversamos bastante com o dono e com a única hóspede, uma alemã bem doida. Aliás, todo mundo lá no Cabo parece meio louco.
Caminhamos pelas pedras, vimos os leões-marinhos de perto, pingüins pelo caminho (a maioria mortos), escalei uns boulders de granito cortante sem sapatilha nem magnésio e tomei um banho de mar de inverno.
Já com a certeza de que queria voltar ao Cabo um dia, dormi tranquilo, ao som das ondas do mar.
Pra não perder o costume, mais uma vez vimos um nascer do sol no mar bonito da costa azul uruguaia, logo depois do café da manhã com muito doce de leite (e café passado! ah já estava com muitas saudades).
Não andamos muito, mas a estrada estava vazia e com um ventinho contra até a chegada na entrada de Cabo Polônio. Esse vilarejo não tem acesso por estradas regulares e só é acessível por caminhões com tração nas 4 rodas — que te levam por 7km na areia fofa. Também dá pra chegar caminhando, opção descartada com o peso das bicicletas. Como é inverno e o local estava praticamente vazio (só mais um ou dois turistas e os 40 habitantes locais permanentes), o caminhão nos levou com as bicicletas sem problema algum.
No Cabo Polônio não se pode acampar. Também não tem luz elétrica, água corrente nem estradas. As casas estão dispostas "ao acaso" sobre um gramado verde, sem demarcação de terrenos. O local é muito visitado no verão, quando chega a receber 2 mil turistas por dia. Um reduto de hippies. Não é mais permitido qualquer construção no local.
Mais um cusco amigo
Já pra casa que é pra não pegar gripe, guri!
Caminhamos pelas pedras, vimos os leões-marinhos de perto, pingüins pelo caminho (a maioria mortos), escalei uns boulders de granito cortante sem sapatilha nem magnésio e tomei um banho de mar de inverno.
Já com a certeza de que queria voltar ao Cabo um dia, dormi tranquilo, ao som das ondas do mar.
el diablito
Dia 5: curtinho, meio que um descanso, só pedalamos 16km entre Santa Teresa e Punta del Diablo
Depois de curtir um amanhecer incrível sobre o mar (com direito a muitos time-lapses que ainda hei de editar), o café da manhã foi rico em açúcar. Fomos então conhecer a fortaleza de Santa Teresa, do ano de 1763. O forte passou inúmeras vezes de domínio Espanhol a Português, Brasileiro e Uruguaio, mas desde 1828 é desse último país.
Os poucos quilômetros que separam o forte de Punta del Diablo foram tranquilos. Almoçamos uma milanesa (não muito boa...) e decidimos que a janta seria melhor. Os campings do balneário estando fechados, ficamos no hostel El Diablo Tranquilo, quase vazio. Na entrada, duas pessoas (um holandês e uma americana) ficaram apostando de que país éramos. Demorou muito, mas muito tempo até acharem que éramos brasileiros. Também, com essas caras de gringo...
Passeamos pelo balneário, vimos casas muito, mas muito legais. Os uruguaios gostam de arquitetura mais arrojada mesmo, viajando pelo país se tem vontade de ser arquiteto.
E juntamos nada mais nada menos que 10 cachorros de rua caminhando. Parecia que todos nos queriam como donos. Até no mercadinho, pra comprar os ingredientes pra janta, eles entraram junto.
Janta boa (muito bom de cozinhar na cozinha industrial do hostel), cervejinha uruguaia e noite bem dormida.
Depois de curtir um amanhecer incrível sobre o mar (com direito a muitos time-lapses que ainda hei de editar), o café da manhã foi rico em açúcar. Fomos então conhecer a fortaleza de Santa Teresa, do ano de 1763. O forte passou inúmeras vezes de domínio Espanhol a Português, Brasileiro e Uruguaio, mas desde 1828 é desse último país.
Os poucos quilômetros que separam o forte de Punta del Diablo foram tranquilos. Almoçamos uma milanesa (não muito boa...) e decidimos que a janta seria melhor. Os campings do balneário estando fechados, ficamos no hostel El Diablo Tranquilo, quase vazio. Na entrada, duas pessoas (um holandês e uma americana) ficaram apostando de que país éramos. Demorou muito, mas muito tempo até acharem que éramos brasileiros. Também, com essas caras de gringo...
Lugar ruim o desse hostel, né?
Passeamos pelo balneário, vimos casas muito, mas muito legais. Os uruguaios gostam de arquitetura mais arrojada mesmo, viajando pelo país se tem vontade de ser arquiteto.
E juntamos nada mais nada menos que 10 cachorros de rua caminhando. Parecia que todos nos queriam como donos. Até no mercadinho, pra comprar os ingredientes pra janta, eles entraram junto.
Janta boa (muito bom de cozinhar na cozinha industrial do hostel), cervejinha uruguaia e noite bem dormida.
Brincando com a torre dos salva-vidas. Alguns exemplares da nossa matilha ali em cima de mim.
É boa, essa Pilsen
Resumo do pouco pedalado e muito curtido dia:
santa teresa
Dia 4: de Santa Vitória do Palmar até Santa Tereza (Uruguai), quase 80km rodados.

Grande amanhecer no posto. Ainda bem que tínhamos comprado comida para o café-da-manhã inclusive em um mercadinho no caminho, pois lá só tinha Coca pra comprar mesmo.
Sabe os Tiltaps? Fizeram uma aparição por lá. Um na frente de cada barraca.
Tiltaps, Tiltaps...

Agilidade na arrumação em franca expansão.
E assim seguimos sob sol agradável e sem vento até Chuí/Chuy, onde paramos algumas horas para almoçar o primeiro chivito al pan da viagem (bauru no pão) e comprar coisas a preços baratos. Sem saber se haveria mercado onde dormiríamos (o Uruguai estando quase sem turistas e muitas cidades praticamente abandonadas desde o fim da temporada), já providenciamos janta, com direito a alfajores, dulce de leche da Conaprole e uma pasta de avelãs com cacau (um clone de Nutella da Krüger muito melhor que o original).
Nenhum problema na travessia da fronteira, nenhuma bagagem a ser mostrada, nadica.
A passo lento continuamos, contra o vento, usando como combustível bebidas energéticas (um duvidoso X-Ray) e pomada antiinflamatória.
Poderíamos ter entrado na Barra do Chuy e em La Coronilla, mas julgamos mais sensato ir direto pra uma praia mais bonita e com camping, no forte de Santa Teresa.
A paisagem não muda logo de cara ao entrar no Uruguai, mas aos poucos se vê umas colinas, rochas. Além do eucalipto, reinam os bordos.
Pouco antes de chegar no forte, uma coisa muito legal das estradas uruguaias: pistas de pouso de emergência para aviões. A estrada fica bem mais larga e o asfalto mais perfeito ainda que o padrão.
ó o aviooooon
E, chegando no forte já escurecendo, levamos mais de meia hora perambulando pelas estradas do parque até achar a tal da zona de acampamento aberta. Só estávamos nós, nosso cão de guarda e uma família de alemães viajando em motor-home. Fizemos fogueira pra aquecer e pra torrar o pão.
Forte de Santa Teresa com o capim-dos-pampas florescendo
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